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Produção Multimídia projeta Modo Offline durante Hackathon

  • Foto do escritor: Jean Caetano
    Jean Caetano
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Modo Offline: Produção Multimídia Reconectando Famílias no 4º Hackathon Unidavi


Equipe 3:

Facilitadora: Roberta Ribeiro (3ª fase)

Equipe Sprint: Brenda Cristina Jasper, Bruno Gabriel Martins Tramontim, Isabela Schwantes de Jesus, Jenifer Reis e Vinícius Passig Soares (1ª fase)

Cobertura geral: Clarice Pawlack e Julia Helena Schutz (3ª fase)


Grupo de alunos na apresentação universitária.
Equipe Modo Offline (Esquerda para direita): Julia, Clarice, Roberta, Brenda, Jenifer, Isabela, Vinícius e Bruno

O quarto Hackathon de Produção Multimídia desenvolveu projetos como o Modo Offline e reuniu estudantes em uma experiência intensa de criação, colaboração e inovação. Durante quatro noites, os participantes foram desafiados a desenvolver soluções criativas para problemas reais, utilizando como base o método apresentado no livro Sprint: Como Resolver Grandes Problemas e Testar Novas Ideias, de Jake Knapp.


O tema desta edição, “Reconectar: Relações Humanas na Era da Distração Digital”, incentivou reflexões sobre o impacto do uso excessivo das telas no dia a dia. A equipe 3 voltou seu olhar para essa questão, especialmente no contexto familiar, onde o uso constante de dispositivos pode afetar a convivência, o diálogo e a qualidade das interações.


Cada noite do Hackathon teve um foco específico, como você pode conferir a seguir:


Primeira noite - Palestra com André Carvalhal


Na primeira noite, os alunos participaram de uma palestra com o escritor André Carvalhal, baseada em seu livro A alegria em ficar de fora. A fala trouxe reflexões sobre o excesso de estímulos digitais e como a hiperconectividade pode impactar negativamente a saúde mental e as relações sociais.


A partir dessa provocação, surgiram reflexões importantes para o grupo, como:


  • A dificuldade de estar presente sem recorrer ao celular

  • A dependência de estímulos rápidos (dopamina digital)

  • A perda de momentos de conexão no ambiente familiar


Com base nisso, a equipe levantou algumas perguntas norteadoras (CNPs – Como Nós Podemos):


  • Como nós podemos incentivar momentos de conexão real entre famílias?

  • Como nós podemos reduzir o uso de telas sem impor restrições?

  • Como nós podemos tornar o “offline” mais atrativo que o digital?


Como destacou a facilitadora Roberta:

“Essa palestra me fez parar pra pensar de verdade sobre como a gente anda se relacionando hoje em dia. Me fez repensar o quanto é importante estar presente de verdade, além das telas.”

Segunda noite - Compreender o Método Sprint, Definir o Problema e Buscar Ideias


Na segunda noite, a equipe iniciou o processo de ideação por meio de brainstorms, levantando diversas possibilidades de solução.


Entre as ideias exploradas estavam:


  • Jogos educativos digitais com limite de tempo

  • Aplicativos de controle de uso de telas

  • Experiências físicas e interativas em grupo


Ao longo das discussões, o grupo percebeu que soluções digitais poderiam contradizer o próprio objetivo do projeto. Por isso, optaram por seguir um caminho totalmente offline, focado em experiências reais. Assim, a escolha final foi motivada pelo desejo de criar algo acessível, envolvente e que promovesse interação direta entre as pessoas.


Terceira noite - Rascunho das Ideias, Votação, Prototipação e Execução


Na terceira noite, as equipes entraram na fase de ideação e prototipagem. Para isso, receberam folhas de ofício, utilizadas como suporte para rascunhar e visualizar suas propostas de forma rápida e prática.


A equipe 3 desenvolveu três ideias iniciais: a trilha Modo Offline, o jogo Galhos e Cabos e um quebra-cabeça com temática voltada à natureza. Todas as propostas tinham como objetivo incentivar a diminuição do uso de telas, mas com um olhar especial para a convivência familiar e a qualidade das interações no dia a dia.


Após discussão e análise, a ideia escolhida foi a trilha Modo Offline. O conceito consistia em uma experiência interativa pensada especialmente para famílias, na qual pais, responsáveis e crianças percorrem juntos um percurso com desafios e atividades colaborativas. A proposta buscava criar momentos de conexão real, estimulando o diálogo, a cooperação e a presença, longe das distrações digitais.


Além da trilha, foram elaborados vários jogos que serviriam para entreter, divertir e acrescentar na experiência lúdica infanto-juvenil do projeto completo. Abaixo você observa o protótipo do primeiro jogo de tabuleiro Off-Line: A Jornada.


Jogo de tabuleiro e cartas chamado Offline: A Jornada, desenvolvido pelo grupo de alunos.
Jogo de Tabuleiro: Off-Line - A Jornada

Mais do que apenas reduzir o tempo de tela, a trilha foi idealizada como uma forma de fortalecer vínculos familiares, incentivando experiências compartilhadas e o contato com a natureza como cenário para essas interações. Assim, o projeto se alinha diretamente ao tema do Hackathon ao promover a reconexão entre as pessoas no ambiente mais próximo e essencial: a família.


As outras ideias também exploravam esse aspecto e foram complementadas à trilha: o jogo Galhos e Cabos propunha uma dinâmica lúdica que poderia ser vivenciada em grupo, baseado no antigo jogo Escada e Escorregas, enquanto o quebra-cabeça incentivava momentos de concentração e interação conjunta. Mesmo não sendo escolhidas como solução principal, contribuíram para o amadurecimento da proposta final. Abaixo você observa o segundo protótipo do jogo Galhos e Cabos:


Jogo de tabuleiro Galhos e Cabos desenvolvido pelo grupo de alunos.
Jogo de Tabuleiro: Cabos e Galhos

Quarta noite – Apresentação dos projetos


Na última noite, as equipes apresentaram suas soluções para professores e colegas, compartilhando todo o processo criativo desenvolvido ao longo do Hackathon. Além da exposição dos projetos, o momento foi marcado por trocas e feedbacks construtivos, que trouxeram novos olhares e possibilidades de aprimoramento para cada proposta.


Conclusão


Mais do que uma simples solução, a proposta do Grupo 3 se apresenta como um convite: desacelerar, reconectar e repensar a relação com a tecnologia no cotidiano. Em um cenário marcado pelo excesso de estímulos digitais, iniciativas como essa reforçam a importância do equilíbrio e da valorização das conexões humanas.


O Hackathon da Unidavi demonstrou, mais uma vez, o potencial transformador da criatividade quando aliada a um propósito claro. Mesmo em um curto período de tempo, foi possível desenvolver propostas com impacto social relevante, mostrando que resgatar experiências analógicas e fortalecer vínculos reais é não apenas necessário, mas urgente em uma realidade cada vez mais artificial.



Confira mais momentos do Hackathon aqui:




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