O design minimalista está saturado?
- Agência Multimídia Experimental Unidavi
- 28 de nov. de 2024
- 2 min de leitura
por Eduarda Vitória Marchi acadêmica de Produção Multimídia da 2ª fase.
Design minimalista nos dias atuais.

Nos últimos anos, o design gráfico passou por uma grande transformação. Saímos de um estilo mais tradicional e detalhista para uma estética mais limpa e simplificada. Para muitos, isso representa uma evolução no modo como as marcas são apresentadas. No entanto, para outros, essa mudança começa a parecer monótona e sem personalidade.
Com a ascensão do design minimalista, as sombras e cores vibrantes foram deixadas de lado. Muitas marcas optaram por um rebranding mais sereno, com fontes retas e sem serifa, cores frias e elementos abstratos simplificados. Essa tendência é especialmente evidente nas embalagens e visuais de marcas de beleza nos dias de hoje. Hoje, é raro encontrar identidades visuais que adotem um estilo maximalista e ousado, a maioria segue o caminho mais básico, em sintonia com a estética clean atual.
Inovação ou Clichê?
No início, as marcas que aderiram ao design minimalista se destacavam no mercado, mas agora isso se tornou comum, resultando na falta daquele visual marcante e cheio de detalhes. Um exemplo é o rebranding da Bauducco. Em outubro, a empresa alimentícia brasileira eliminou os gradientes e as sombras do seu logo. O vermelho e o dourado, que traziam um aspecto tridimensional deram lugar a uma tipografia simples, apenas na cor vermelha. A mudança teve um propósito claro: modernizar a identidade visual, mas acabou seguindo a tendência minimalista que se espalhou pelo mercado. O que não necessariamente é um erro, mas também não foi uma novidade.
Outro exemplo é a Perdigão, que também simplificou sua identidade visual. Antes, o logotipo da marca apresentava um coração tridimensional com duas perdizes, cercado por uma borda em vermelho e uma tipografia com serifas que transmitiam sofisticação. Após o redesign elaborado pelos magos da Plau Design, o logotipo adotou uma abordagem 2D, sem sombras e com uma tipografia mais moderna e sem serifa. O resultado é uma identidade visual mais alinhada às tendências atuais.
Saturação?
O design minimalista, muitas vezes visto como uma solução simples e elegante, pode ser desafiador para quem não se identifica com essa estética. Com tantas marcas que seguem o mesmo estilo e que focam nos consumidores da geração Z, torna-se difícil criar algo que realmente se destaque.
Para atrair o público jovem, as empresas apostam em celebridades da geração Z, investem nas redes sociais dominadas por essa faixa etária (como o TikTok) e ajustam sua estética para se adequar às preferências dessa nova audiência. No entanto, esse movimento pode ser tanto um acerto quanto um erro, isso depende de como a marca conduz a transição.
Minimalismo: Mocinho ou Vilão?
Tudo também é questão de estudo, exigências e gostos. Lembre-se: uma boa identidade visual não surge do nada e não segue tendências!
E você, o que acha do design minimalista? Ele é uma evolução necessária ou tornou-se repetitivo e sem graça?
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